sexta-feira, 29 de junho de 2012

ALCANCE


Ao alcance do vento, do tempo, do som
Preparo-me para o teatro diário
Retoco meu batom
Contorno novamente os olhos
Os traços que a lágrima apagou.
Ao alcance do vento
Que me arranca a umidade, o medo
Dedilha meus cabelos
Uivante e intenso
Ouriça-me os pelos.
Ao alcance do tempo
Que me traz manchas e sinais
Pintas e rugas
Rio daquilo que não posso mais.
Ao alcance do som
Palavras que não fazem mais sentido
Uma sequência de tons e acordes
De sons e silêncio
Música para meus ouvidos.

Um comentário:

  1. Quee isso... sintonia perfeita entre as palavras, Grace !!!!!!!!

    Adorei!!!

    Poesia leve, clara, delicada e que toca. Tocou. =)

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