quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ENTRAVES

Essa ira que transborda em meus dias
E os entraves que me impedem de aplacá-la
Nessa estrada tão longa
Que, por hora, não me atrevo a encurtá-la.
Entre travas e trancas
Uma roda denteada
Traciona minha existência
Num atrito sem fim
Trafega e me tortura
Faz pedaços de mim
E me entrego a essa loucura
E me estilhaço em entrelinhas.
Entre grades e traves
Entre janelas e porões
Entre tempestades e trovões
Deixo a porta entreaberta
E não me dou trégua
Desfaço-me em dor, crueldade e solidão. 

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