O vento voraz
Em ventarolas vedadas
Em vórtices velozes
Via vidas valadas
Via vidas vadias
O vento vulcânico
Vagava em você
Vestia-lhe um véu
Voluptuoso e vagante
Vendava-me em vão
Eu velejava a lhe ver
As velas viris
Levavam-me ao vazio
Às vagas voláteis
De vinhedos e ouros
Viagens vindouras
Voltava-me ao voo
Voltava-me ao vão
Voltava-me ao chão.
Viajei voando para ver o que você vendeu
ResponderExcluirVendeu paisagem, vendeu imagem
Vendeu casa, vendeu vida
Vendeu a voz
Tudo pela bagatela de um conto de poesia
Nada mais
Lindíssimo poema, Bette! Adorei!
Bela poesia li aqui, no dia da poesia.
ResponderExcluirVoltava-me ao voo e ao chão...
ResponderExcluirLembrei-me de Passarim, Tom Jobim.
"Passarim quis pousar, não deu, voou
ResponderExcluirPorque o tiro feriu mas não matou
Passarinho, me conta então, me diz:
Por que que eu também não fui feliz?"
Tão lindo isso! Gostei de ter feito você lembrar dessa bela obra do Tom. Abraços.
Adorei o nome do seu blog, além do post!
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