quinta-feira, 3 de março de 2011

O VENTO


O vento voraz
Em ventarolas vedadas
Em vórtices velozes
Via vidas valadas
Via vidas vadias
O vento vulcânico
Vagava em você
Vestia-lhe um véu
Voluptuoso e vagante
Vendava-me em vão
Eu velejava a lhe ver
As velas viris
Levavam-me ao vazio
Às vagas voláteis
De vinhedos e ouros
Viagens vindouras
Voltava-me ao voo
Voltava-me ao vão
Voltava-me ao chão.

5 comentários:

  1. Viajei voando para ver o que você vendeu
    Vendeu paisagem, vendeu imagem
    Vendeu casa, vendeu vida
    Vendeu a voz
    Tudo pela bagatela de um conto de poesia
    Nada mais

    Lindíssimo poema, Bette! Adorei!

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  2. Bela poesia li aqui, no dia da poesia.

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  3. Voltava-me ao voo e ao chão...

    Lembrei-me de Passarim, Tom Jobim.

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  4. "Passarim quis pousar, não deu, voou
    Porque o tiro feriu mas não matou
    Passarinho, me conta então, me diz:
    Por que que eu também não fui feliz?"

    Tão lindo isso! Gostei de ter feito você lembrar dessa bela obra do Tom. Abraços.

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  5. Adorei o nome do seu blog, além do post!

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