sábado, 1 de janeiro de 2011

DEZEMBRO

Em angústia incessante
Insensível e impiedosa
Esfolio a minha alma
Com lágrimas densas
Eu rasgo meu peito
E com unhas brancas e frágeis
Arranco meu coração
Dilacero minhas costelas
E com sangue que escorre
Ruborizo mil telas
O que escorre ao chão
Coagula e enrijece
Insensata e noética
Volto-me ao chão
Evanescente e à meia-noite
No fim de dezembro.

3 comentários:

  1. Agressivo, forte. Seu texto incomoda, tira do sério.
    E isso é maravilhoso!!
    Parabéns!!

    ResponderExcluir
  2. Muito bom, agressivo, voraz. =)
    Parabéns!!!!

    ResponderExcluir
  3. Grace que ótimo!
    Texto muito intenso!
    Parabéns pra ti!

    ResponderExcluir